
Quando as pessoas se amam selam um pacto: dormir juntas.
E "dormir juntos" ...Significa primeiro amar acordado, dormindo, talvez.
E penso. É um projeto de vida, dormir juntos, continuamente.
A mesma ambigüidade: dormir/amar juntos, dormir/acordar juntos, ou então, dormir/morrer de amor juntos.
Deve ser por causa disto que os franceses chamam o orgasmo de "pequena morte". Amor: um projeto de vida, um projeto de morte.
Se numa noite dessas o vento da insônia soprar em suas frestas, repare no corpo dormindo despojado ao seu lado.
Ver o outro dormir é negócio de muita responsabilidade.
Pode ser banal, mas é isto: amar é ser o guardião do sonho alheio.
Os surrealistas diziam: o poeta enquanto dorme trabalha.
Pois os amantes enquanto dormem, se amam.
Se amam inconscientemente, quando seus desejos enlaçam raízes e seivas.
Transbordam os poros da noite e pedem cumplicidade.
Por isto, no ritual do casamento, quando o sacerdote indaga se os que se amam sabem que terão que se socorrer na saúde e na doença, na opulência e na miséria etc...
Deveria se inserir um tópico a mais e advertir:
... Amar é ser cúmplice do sonho alheio.
Passar a metade da vida dormindo ao lado do outro.
E há quem passe uma tarde, uma noite ou uma temporada ao lado de um corpo e sabe seus sonhos para sempre.
Engana-se quem escuta o silêncio no quarto dos que amam.
São os sonhos dos amantes em plena elaboração.
Mas para ouvir o ruído dos sonhos basta abrir os ouvidos na escuridão.
Os sonhos pulsam na madrugada.
Quem ama diz boa-noite como quem abre/fecha a porta de um jardim.
Não apenas como quem viaja, mas como quem vai para a colheita.
Quando se ama, acontece de um habitar o sonho do outro,
e fecundá-lo. E assim se morre de amor eterno....
E "dormir juntos" ...Significa primeiro amar acordado, dormindo, talvez.
E penso. É um projeto de vida, dormir juntos, continuamente.
A mesma ambigüidade: dormir/amar juntos, dormir/acordar juntos, ou então, dormir/morrer de amor juntos.
Deve ser por causa disto que os franceses chamam o orgasmo de "pequena morte". Amor: um projeto de vida, um projeto de morte.
Se numa noite dessas o vento da insônia soprar em suas frestas, repare no corpo dormindo despojado ao seu lado.
Ver o outro dormir é negócio de muita responsabilidade.
Pode ser banal, mas é isto: amar é ser o guardião do sonho alheio.
Os surrealistas diziam: o poeta enquanto dorme trabalha.
Pois os amantes enquanto dormem, se amam.
Se amam inconscientemente, quando seus desejos enlaçam raízes e seivas.
Transbordam os poros da noite e pedem cumplicidade.
Por isto, no ritual do casamento, quando o sacerdote indaga se os que se amam sabem que terão que se socorrer na saúde e na doença, na opulência e na miséria etc...
Deveria se inserir um tópico a mais e advertir:
... Amar é ser cúmplice do sonho alheio.
Passar a metade da vida dormindo ao lado do outro.
E há quem passe uma tarde, uma noite ou uma temporada ao lado de um corpo e sabe seus sonhos para sempre.
Engana-se quem escuta o silêncio no quarto dos que amam.
São os sonhos dos amantes em plena elaboração.
Mas para ouvir o ruído dos sonhos basta abrir os ouvidos na escuridão.
Os sonhos pulsam na madrugada.
Quem ama diz boa-noite como quem abre/fecha a porta de um jardim.
Não apenas como quem viaja, mas como quem vai para a colheita.
Quando se ama, acontece de um habitar o sonho do outro,
e fecundá-lo. E assim se morre de amor eterno....
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